A COR PÚRPURA – O MUSICAL | Yabatur
Sábado 29 de fevereiro de 2020

Letícia Soares, Sérgio Menezes, Lilian Valeska, Flavia Santana,
Jorge Maia, Alan Rocha, Ester Freitas, Analu Pimenta, Suzana Santana,
Claudia Noemi, Erika Affonso, Caio Giovani, Renato Caetano, Thór Jr,

Gabriel Vicente, Leandro Vieira, Nadjane Rocha

em

A COR PÚRPURA

De Marsha Norman

Músicas Brenda Russell, Allee Willis e Stephen Bray

Versão brasileira Artur Xexéo
Um espetáculo original de Tadeu Aguiar

Estreia dia 05 de março no Teatro Castro Alves

Vencedor dos Prêmios Pulitzer, Grammy, Tony e com 11 indicações ao Oscar,
A COR PÚRPURA ganha versão musical inédita no Brasil e chega aos palcos
paulistas após temporada no Rio de Janeiro, com direção de Tadeu Aguiar eversão brasileira de Artur Xexéo.

Após temporadas de sucesso no Rio de Janeiro e em São Paulo com 17 atores, 8
músicos, 90 figurinos, um palco giratório de 6 metros de diâmetro e uma escada
curva com sistema de travelling em volta do cenário. “A história é universal: fala
do ser humano, em especial das mulheres. É imediata a identificação com o
momento do país, onde há tantas histórias de opressão às mulheres. A COR
PÚRPURA é um grande grito de liberdade”, explica o diretor e idealizador Tadeu
Aguiar, responsável também pela encenação de Bibi, uma vida em musical e
Quase Normal. Tadeu prioriza a interpretação como força motriz da cena.
“Reforcei o caráter epistolar do romance, valorizei o ponto de vista da
protagonista, tendo a figura do ator como principal instrumento condutor da
história. A palavra é a grande força do espetáculo”, afirma o diretor.

Alice Walker foi a primeira escritora negra a ganhar o Pulitzer pelo seu livro A
Cor que continua contemporâneo ao retratar relações humanas, de amor, poder,
ódio, em um mundo pontuado por estruturais diferenças econômicas, sociais,
étnicas e de gênero. A Cor Púrpura foi lançado em 1982. Com direção de Steven
Spielberg, a obra foi adaptada para o cinema em 1985, recebendo 11 indicações
ao Oscar. A transposição para musical ocorreu em 2005, na Broadway. Em
2016, houve uma nova montagem, rendendo à produção 2 prêmios Tony e o
Grammy de Melhor Álbum de Teatro Musical.

Escrito há mais de 35 anos, A Cor Púrpura é um musical baseado em uma
história passada na primeira metade do século XX, na zona rural do Sul dos
Estados Unidos, com personagens típicos dessa região. “Mantive até alguns
nomes que, na tradução do romance, ganharam versões em português. Mister,
por exemplo, continuou sendo Mister, embora no romance tenha se
transformado em Sinhô. Mas, apesar de ser um musical de época, fala muito dequestões atuais, como a participação da mulher na sociedade, o papel da mulher
numa relação amorosa, o machismo, o racismo… Não foi preciso adaptação
alguma para o musical interessar à plateia brasileira. Ele, naturalmente, fala a
qualquer plateia do mundo de hoje”, esclarece Artur Xexéo, responsável pelaversão brasileira do texto e das letras.

Com um elenco em sua maioria escolhido por meio de testes, o musical
apresenta a trajetória e luta de Celie (Letícia Soares) contra as adversidades
impostas pela vida a uma mulher negra, na Geórgia, no decorrer da primeira
metade do século XX. Na adolescência, a personagem tem dois filhos de seu
suposto pai (Jorge Maya), que a oferece a um fazendeiro local para criar seus
herdeiros (entre eles, Harpho – Alan Rocha), lavar, passar e trabalhar sem
remuneração. Ela é tirada à força do convívio de sua irmã caçula Nettie (Ester
Freitas) e passa a morar com o marido Mister (Sérgio Menezes). Enquanto Celie
resigna-se ao sofrimento, Sofia (Lilian Valeska) e Shug (Flávia Santana) entram
em cena, mostrando que há possibilidade de mudanças e novas perspectivas,
esperança e até prazer. A saga de Celie é permeada por questões sociais de
extrema relevância até os dias atuais como a desigualdade, abuso de poder,
racismo, machismo, sexismo e a violência contra a mulher. Completam o
elenco: Analu Pimenta (Squeak); Suzana Santana (Jarene); Erika Affonso
(Doris); Cláudia Noemi (Darlene); Caio Giovani (Grady Ensemble); Leandro
Vieira (Chefe da Tribo Olinka Ensemble); Gabriel Vicente (Bobby Ensemble);
Thór Junior (Pastor Ensemble); Renato Caetano (Soldado Ensemble); Nadjane
Pierre (Solista da Igreja Ensemble).

“Quando estava em pré-produção de Love Story, há 4 anos, um amigo me ligou
e perguntou se tinha personagem para ator negro. Ator é ator, negro, branco,
japonês, gordo… Encenei a peça somente com atores negros. Comprei os
direitos de A Cor Púrpura – O Musical em 2018, quando procurava mais uma
vez, algo que me provocasse como artista. Nos dias de hoje, acho importante
falar sobre uma mulher que vence; sobre amor; representatividade negra e
feminina. A peça tem muito humor e é emotiva. É um texto de emoção”, detalha
Tadeu Aguiar, que já anuncia seu próximo espetáculo: Quando eu for mãe quero
amar desse jeito, de Eduardo Bakr, com Vera Fischer, Mouhamed Harfouch e
Larissa Maciel e Os Rapazes da Banda, que versa sobre o universo gay.

A direção musical é de Tony Lucchesi. São 32 números musicais, contando com
as vinhetas. “Tem uma parte do espetáculo que é ambientada na África. Para
esse momento, abri as vozes, trabalhei com polifonia, com outros sons, uma
música por trás da cena”, revela Tony. No espetáculo, os atores precisam ter
grande extensão vocal, dando conta de vários ritmos como jazz, blues, música
africana e gospel. Logo na abertura da peça, há um número que lança mão de
diversas sonoridades, representando o coro de uma igreja entrecruzado ao
sermão do pastor.

Artur Xexéo, ao interpretar as canções, teve como principal intenção respeitar a
métrica. “Às vezes, um verso original termina com uma vogal aberta e, para
aproximar a versão de uma tradução literal, você termina com uma vogal
fechada. Então, o melhor é se afastar da tradução literal e se aproximar do
efeito sonoro. Há, na peça, todo tipo de música negra americana: spirituals,
blues, work songs, etc. Muito da ação é transmitida pela música. Então, a versão
não pode tomar muitas liberdades. Tem que respeitar a intenção da letra
original”, afirma Xexéo.

Tanto no livro como no musical, as mudanças de vida da protagonista estão
relacionadas ao ambiente no qual ela vive. Cenas no bar de Harpho e Sophia e
nas casas do pai, marido e Shug provocam alterações no percurso de Celie. A
cenógrafa Natália Lana criou uma casa giratória como elemento central,
representando as diferentes facetas da trajetória da vida da personagem.
Contornando a casa, uma espécie de escadaria construída ao longo do tempo e
de forma não ortogonal, representando a diversidade de ambientes externos e
de aprisionamento em certos pontos da história. A estrutura da casa foi baseada
nas construções do sul dos Estados Unidos e teve como inspiração as shack,
representando o tradicional porch, varanda onde se reúnem famílias americanas.
“Para a criação do cenário, foi fundamental a leitura do livro, mergulhando fundo
no estudo do texto, pensando em como poderíamos representar essa história
que se passa em outro país, mas que, ao mesmo tempo, representa tanto da
nossa história e da força dessas mulheres negras que construíram o Brasil”,
descreve a cenógrafa Natália Lana.

Um ateliê de costura foi montado ao lado da sala de ensaios na Cidade das
Artes, no Rio de Janeiro, onde o musical estreou em setembro de 2019. São 90
figurinos, confeccionados com 350 metros de tecidos, passando por processos
de tingimento artesanal e impressão em serigrafia. O figurino de retrata o tempo
da costura feita em casa. “Na América, as colchas de retalhos, produzidas desde
a colonização, são influenciadas pela estética da África, onde o trabalho de
costura de retalhos é prática centenária. Desta forma, o conjunto de figurinos do
espetáculo formará um "quilt", em tons envelhecidos, retratando a Geórgia da
primeira metade do século passado. É no trabalho de costura manual que Celie
encontra refúgio na dura realidade de seu dia a dia. Nesse contexto, a cantora
de jazz Shug Avery é o manifesto de amor e liberdade de Celie e pontua sua
trajetória com trajes de tons de cor púrpura saturados”, detalha o figurinista
Ney Madeira. A iluminação do espetáculo é do Rogério Wiltgen e as coreografias
de Sueli Guerra. A Cor Púrpura – O Musical é apresentado pelo Ministério da
Cidadania e pela Bradesco Seguros e tem patrocínio da Pfizer.

Ficha técnica:
Texto: Marsha Norman
Músicas: Brenda Russell, Allee Willis e Stephen Bray
Versão brasileira: Artur Xexéo
Direção Geral: Tadeu Aguiar
Direção Musical: Tony Lucchesi
Elenco: Letícia Soares, Sérgio Menezes, Lilian Valeska, Flavia Santana,
Jorge Maia, Alan Rocha, Ester Freitas, Analu Pimenta, Suzana Santana,
Claudia Noemi, Erika Affonso, Caio Giovani, Renato Caetano, Thór Jr,
Gabriel Vicente, Leandro Vieira, Nadjane Rocha
Assistência de direção: Flavia Rinaldi
Produção de elenco: Marcela Altberg
Cenário: Natalia Lana
Figurino: Ney Madeira e Dani Vidal
Desenho de luz: Rogério Wiltgen
Desenho de som: Gabriel D’Angelo
Coreografia: Sueli Guerra
Assistência de cenografia: Gisele Batalha
Assistência de Coreografia: Olivia Vivone
Assistência de direção musical: Thalyson Rodrigues
Registro Videográfico: Paulo Severo
Comunicação em redes sociais: Rafael Nogueira
Projeto gráfico: Alexandre Furtado
Coordenação de produção: Norma Thiré
Produção Geral: Eduardo Bakr

SOBRE O CIRCUITO CULTURAL BRADESCO SEGUROS
Manter uma política de incentivo à cultura faz parte do compromisso do Grupo
Bradesco Seguros com a conquista da longevidade com qualidade de vida,
considerando a cultura como ativo para o desenvolvimento dos capitais do
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Seguros se orgulha de ter patrocinado e apoiado, nos últimos anos, em diversas
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literatura e exposições, além de outras manifestações artísticas.
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Uma vida em musical’, ‘Bem Sertanejo’, ‘Les Misérables’, ‘60 – Década de
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Local: SALA PRINCIPAL do TCA.

Data05/03/2020 – ás 20h

          06/03/2020 – ás 20h

          07/03/2020 – ás 16h e ás 20h

          08/03/2020 – ás 16h e ás 20h  

Classificação: 12 anos.

CAPACIDADE: 1.554 LUGARES

INGRESSOS:

SEM LIMITE DE COTA DE MEIA ENTRADA

Filas  A a P  – R$ 96,00 / R$ 48,00

Filas Q a Z6  – R$ 72,00 / R$6,00

Filas Z7 a Z11 – R$ 48,00 / R$ 24,00**

DESCONTOS: Somente nas bilheterias físicas: Sac’s Barra ou Bela Vista e Bilheteria do TCA


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A venda de ingressos para o evento A COR PÚRPURA – O MUSICAL, é realizada exclusivamente pela Ingresso Rápido.

Reiteramos que a Ingresso Rápido não se responsabiliza por ingressos adquiridos em outros canais não-oficiais.

Para mais informações dos nossos canais de vendas, verifiquem o release do evento em nosso site.

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