O FRENÉTICO DANCIN’ DAYS | Yabatur
Segunda-feira 24 de junho de 2019

‘O FRENÉTICO DANCIN´DAYS’ FAZ TURNÊ NACIONAL

Após o término da temporada em São Paulo, em junho, musical de Nelson Motta e Patrícia
Andrade, com direção de Deborah Colker, percorre seis cidades entre junho e julho

Asas abertas, feras soltas, o Rio de Janeiro era uma festa. E não havia lugar mais adequado
para celebrar do que o Frenetic Dancing´Days Discotheque, boate idealizada, em 1976, pelos
amigos Nelson Motta, Scarlet Moon, Leonardo Netto, Dom Pepe e Djalma Limongi, ponto de
encontro de todos os seres livres. Quatro décadas depois, a felicidade bate novamente à
porta. O espetáculo ‘O Frenético Dancin´Days transporta para o palco a aura mítica em torno
do lugar. Não à toa, tem sido o grande sucesso da temporada e já foi visto por mais de 100 mil
pessoas, entre Rio e São Paulo, aonde permanece em cartaz até o final de maio. Depois, o
musical cai na estrada e percorre seis cidades brasileiras. Em Salvador, as apresentações
acontecem dias 5 e 6 de julho, no Teatro Castro Alves. Mais informações sobre datas e
serviços podem ser encontradas ao final do texto.
Nelson Motta (ao lado de Patrícia Andrade) assinou o texto com a absoluta propriedade de
quem foi um dos fundadores da boate e viveu toda a agitação que marcou o Rio naquela
época. Deborah Colker aceitou o desafio e fez sua estreia na direção teatral, além de assinar
as coreografias, ao lado de Jacqueline Motta. A realização é das Irmãs Motta e Opus,
produção geral de Joana Motta.
Autor de musicais consagrados como ‘Elis, a musical’, ‘Tim Maia- Vale Tudo, o musical’ e
‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’, Nelson Motta afirma que nunca foi tão
feliz com um espetáculo. “Esse musical é uma festa, as pessoas ficam enlouquecidas na
plateia, parece que estamos mesmo voltando aos tempos da boate. É uma alegria imensa”,
festeja. Eu sabia da potência, da força do Dancin´Days, de como ele mudou a cidade. A boate
chegou com esse caráter libertário, lá as pessoas eram livres, podiam ser como elas são. Isso

tem uma grande força política, social, filosófica, artística. Não há nada como o livre arbítrio,
estar em um lugar onde você vai ser quem você é”, afirma Deborah.
O musical é uma superprodução, com 17 atores e seis bailarinos. Deborah Colker (premiada na
Rússia com o Prix Benois de la Danse, considerado o Oscar da Dança) assina também as
coreografias (ao lado de Jacqueline Motta) e tem ao seu lado uma ficha técnica de peso:
Gringo Cardia (cenografia e direção de arte), Maneco Quinderé (desenho de luz), Alexandre
Elias (direção musical), Fernando Cozendey (figurinos) e Max Weber (visagismo). Passarão
pelo palco os principais personagens que marcaram não apenas a história da boate, mas da
cultura nacional.
Os cenários e figurinos recriam a atmosfera disco, mas com uma identidade própria. “A minha
inspiração foi a estética de como as pessoas se comportavam na época e o quão ousadas eram
no vestir”, explica Fernando Cozendey. “O desafio foi trazer o shape 70 atualizado, criar algo
que ainda provocasse espanto, alegria e libertação para um público em 2018. O espetáculo
para mim é sobre transgressão de ser, vestir, dançar, existir”, acrescenta.
A direção musical de Alexandre Elias também acompanha o espírito da época e inova ao trazer
um DJ pilotando a música ao vivo. “Quando a Joana Motta me convidou para esse projeto, ela
veio com essa “sacada” que iríamos contar a história de uma discoteca e que devíamos ter um
DJ. E, no caso do Dancing´Days, o DJ Dom Pepe era uma das figuras centrais”. Para construir os
arranjos, Alexandre Elias passou meses pesquisando e optou pela técnica dos samples.
“Estamos usando tecnologia de ponta nessa área, misturei elementos dos arranjos originais,
que são clássicos presentes na nossa memória afetiva, com ideias minhas e da direção, para
chegarmos ao resultado final”, explica Alexandre.
Dance sem parar
A noite carioca fervia nos anos 70, quando a casa foi criada para inaugurar também o Shopping
da Gávea. A cena disco estava explodindo em Nova York, mas ainda não tinha acontecido no
Brasil. O Dancin´Days foi inaugurado em 05 de agosto de 1976 e marcou a chegada da
discoteca no país. Lady Zu, Banda Black in Rio, Tim Maia, a pista da boate fervia. Na casa, se
apresentaram nomes como Rita Lee (ainda com o Tutti-Frutti), Raul Seixas, Gilberto Gil. “Eu
adoro dançar, eu adoro dança, tudo que se movimenta. E para dançar você precisa de música.
E música boa é a junção perfeita. E não tem como o Dancin´Days não ter isso, é uma música
muito boa, é a melhor. É um iluminismo!”, celebra Deborah.
Nada causou tanta sensação quanto o surgimento das Frenéticas. Contratadas inicialmente
como garçonetes, elas também faziam uma breve apresentação durante a madrugada. O
sucesso foi imediato: Leiloca, Sandra Pera, Lidoca, Edyr, Dhu Moraes e Regina Chaves logo
abandonaram as bandejas e assumiram os holofotes. Elas foram o primeiro grupo contratado
da multinacional Warner, que estava aportando no Brasil. O país inteiro cantou ‘Dancin´Days’,
‘Perigosa’, ‘O Preto que satisfaz’ (abertura da novela ‘Feijão Maravilha’, da TV Globo), entre
tantas outras.
“As Frenéticas foram obra do acaso e, claro, do talento de seis garotas que eram atrizes
desempregadas, começaram como garçonetes do Dancin´Days e, no fim da noite, cantavam
quatro músicas. Foi um estouro! o Dancin lotava só para ver as Frenéticas, que se tornaram as
rainhas da discoteca no Brasil”, aponta Nelson.
A boate funcionou por apenas quatro meses, pois o contrato era limitado ao período que
antecedia a abertura do Teatro dos Quatro. Ela celebrava um Rio e um país que conseguiam

ser livres, apesar da ditadura militar. A casa reunia famosos e anônimos, hippies e comunistas,
todas as tribos com o único objetivo de celebrar a vida. O sucesso foi tamanho que a casa foi
reaberta no Morro da Urca e inspirou a novela ‘Dancin´Days’, de Gilberto Braga, que tinha a
música homônima das Frenéticas como tema de abertura. O país inteirou caiu na gandaia e
entrou na festa.
O espetáculo relembrará grandes clássicos da discoteca como ‘I love the nightlife’, ‘You make
me feel might real’, ‘We are Family’, ‘Y.M.C.A’, ‘Stayin´alive’, além de clássicos das Frenéticas e
grandes sucessos nacionais da época, como ‘Marrom Glacê’, entre outros.

Ficha Técnica

Texto – Nelson Motta e Patrícia Andrade
Direção geral –  Deborah Colker
Direção Musical – Alexandre Elias
Coreografia – Deborah Colker e Jacqueline Motta
Cenografia e direção de arte – Gringo Cardia
Desenho de luz – Maneco Quinderé
Figurinos – Fernando Cozendey
Visagismo – Max Weber
Assistente de direção: Gustavo Wabner
Colaboração artística: Toni Platão
Produção de elenco: Cibele Santa Cruz
Produção geral – Joana Motta
Gerente de Produção Opus – Graziele Saraiva
Direção de Produção – Renata Costa Pereira e Edgard Jordão
Produção Executiva – Vanessa Campanari
Realização – Irmãs Motta e Opus

Salvador (BA)
Duração: 120min (aproximadamente)

Local: SALA PRINCIPAL do TCA.

Data: 05 e 06/07/2019 às 21h.

Classificação: 12 anos

CAPACIDADE: 1.554 LUGARES

INGRESSOS:  

SEM LIMITE DE DE COTA DE MEIA ENTRADA

A a P – R$ 160,00/R$80,00

Q a Z6 – R$ 120,00 /R$60,00

Z6 a Z11 – R$ 50,00/R$25,00**

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**valores sujeitos a taxas de serviços administrativos e taxa de entrega de acordo com a localidade.

Sugestões, transportes, ingressos em domicilio, grupos e serviços afins relacionados com a cidade do show; falecom@yabatur.com ou televendas Yabatur; 71 99141-0487/99610-2665 ou 3017-7663.

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